A quarta-feira (7) continua sendo positiva para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Perto de 12h30 (horário de Brasília), as cotações subiam de 6,50 a 9,25 pontos, com os ganhos mais expressivos nos contratos mais próximos. Assim, o março vinha cotado a US$ 10,63 e o maio a US$ 10,75 por bushel. Os futuros do grão acompanham os futuros dos derivados, que sobem liderados pelo farelo, que tem mais de 1% de ganho no início da tarde de hoje.
A alta do farelo acompanha a alta do trigo, de mais de 1,3% entre os contratos mais negociados, puxando também as cotações do milho nesta quarta na CBOT. E o complexo soja e os grãos continuam subindo apesar das baixas do petróleo, as quais se intensificaram nas últimas horas. Brent e WTI cedem mais de 1% em, respectivamente, Londres e Nova York.
"Observamos que o movimento das cotações agrícolas se desassociou do movimento do petróleo na tarde de ontem e hoje segue de forma independente do mercado de energia, fortalecido pelos rumores de constante presença chinesa nos EUA e entrada de novo capital nos grãos", afirma o Grupo Labhoro.
Os traders seguem atentos ao cenário global bastante turbulento e tensionado, ao mesmo tempo em que olha para os fundamentos - em especial o clima para a safra em andamento da América do Sul - e as expectativas para a chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro.
As expectativas indicam para estoques de passagem ainda ajustados nos EUA, porém, as exportações revisadas também são aguardadas com ansiedade, em especial depois da volta da China às compras no mercado americano, mesmo paulatinamente.