As cotações médias do suíno vivo registraram fortes quedas em fevereiro. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo foi negociado à média de R$ 6,91/kg no mês, contra R$ 8,24/kg em janeiro/26 (expressiva baixa de 16,1%) e R$ 8,66/kg em fevereiro/25 (forte desvalorização de 20%). Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda se deve à retração da procura por parte da indústria por lotes de animais no mercado independente, que resultou em um desarranjo da oferta interna. Neste mês de março, agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região como um todo não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores.