WASHINGTON, 11 Mar (Reuters) - Os preços ao consumidor dos Estados Unidos provavelmente subiram em fevereiro, já que o custo da gasolina aumentou em antecipação à escalada da guerra no Oriente Médio e, com o conflito elevando os preços do petróleo, espera-se um novo aumento da inflação em março.
A alta no índice de preços ao consumidor do mês passado também deve refletir o repasse contínuo, mas escalonado, das tarifas do presidente Donald Trump, que ele adotou de acordo com uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais e que, desde então, foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA.
No entanto, o relatório de inflação ao consumidor do Departamento do Trabalho, que será divulgado nesta quarta-feira, deve mostrar que as pressões subjacentes sobre os preços aumentaram moderadamente no mês passado, graças a veículos motorizados usados e tarifas aéreas relativamente mais baratos.
É improvável que essa leitura tenha qualquer impacto sobre a política monetária no curto prazo, já que o Federal Reserve deverá manter a taxa de juros na próxima semana.
"É provável que o índice de fevereiro mostre que o progresso na redução da inflação está novamente estagnado", disse Sarah House, economista sênior do Wells Fargo.
"Embora o conflito no Oriente Médio tenha começado no final de fevereiro, os preços do petróleo e da gasolina já estavam subindo no mês passado, na expectativa de uma escalada", disse House.
O índice de preços ao consumidor provavelmente teve alta de 0,3% no mês passado, depois de ter subido 0,2% em janeiro, segundo expectativa em uma pesquisa da Reuters com economistas. As estimativas variaram de aumento de 0,1% a 0,3%.
Nos 12 meses até fevereiro, a estimativa é de avanço de 2,4% dos preços ao consumidor, igualando o resultado de janeiro e refletindo o fato de que as altas leituras do ano passado foram excluídas do cálculo.
O banco central dos EUA acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%.
Economistas estimaram que os preços da gasolina aumentaram cerca de 0,8% no relatório do índice de preços ao consumidor, depois de terem caído por dois meses consecutivos.
Os preços na bomba subiram mais de 18%, para US$3,54 por galão, desde que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã começou no final de fevereiro, segundo dados do grupo de defesa dos motoristas AAA.