A Polícia Civil de Goiás investiga o empresário Gabriel Fucciolo de Oliveira Brandão por suposto golpe na compra e revenda de gado, utilizando cheques sem fundos, o que causou prejuízo superior a R$ 3 milhões a pelo menos cinco pecuaristas no estado. A mãe dele, a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, também é citada na apuração, com uso de uma propriedade rural em Varjão para o esquema. A investigação aponta para fraudes que simulavam credibilidade por meio de ligações falsas envolvendo a promotora.
Detalhes do suposto esquema
O suspeito comprava gado de produtores rurais em Goiás, pagando com cheques sem fundos ou sustados, segundo a Polícia Civil. Em seguida, transportava os animais para uma propriedade da mãe em Varjão e os revendia em leilões, lucrando sem efetuar os pagamentos devidos.
A credibilidade era simulada com chamadas telefônicas falsas, nas quais o empresário fingia consultar a promotora para avalizar as negociações. Isso ajudava a ganhar a confiança dos vendedores, facilitando o golpe.
Prejuízos aos pecuaristas
Pelo menos cinco pecuaristas relataram prejuízos que somam mais de R$ 3 milhões devido aos cheques devolvidos. As vítimas procuraram a polícia após não receberem os valores prometidos nas transações de gado.
A investigação da Polícia Civil de Goiás busca esclarecer o papel de cada envolvido e recuperar os danos causados aos produtores rurais afetados.
Posicionamento da promotora
Não acompanha a vida profissional do filho e que nunca participou de leilões de gado ou avalizou negociações feitas por ele.
Leila Maria de Oliveira afirmou desconhecer a origem de um documento relacionado ao caso e questionou por que a pessoa que recebeu o cheque não ingressou com ação judicial diretamente contra ela.
Desconhece a origem do documento e questionou o fato de a pessoa que recebeu o cheque não ter ingressado com ação judicial diretamente contra ela.
Resposta da defesa
A defesa de Gabriel Fucciolo e Leila Maria de Oliveira argumenta que as acusações tentam transformar uma disputa financeira em crime de estelionato. Eles classificam o episódio como um conflito comercial relacionado a dívidas, sem configuração de fraude criminal.
As acusações estariam tentando transformar uma disputa financeira em crime de estelionato.
Episódio seria resultado de um conflito comercial relacionado a dívidas, o que, na visão da defesa, não configuraria fraude criminal.
A apuração segue em andamento pela Polícia Civil de Goiás, com expectativa de mais detalhes sobre o suposto golpe na revenda de gado.